Através de uma pesquisa feita com crianças de 5-6 anos, com roteiro de perguntas baseado no Método Clínico de Jean Piaget, obtivemos a verídica de que, crianças de período integral, em suas próprias opiniões, gostariam de permanecer com suas mães em casa, e ao mesmo tempo, dizem gostar muito da escola, pelas seguintes razões:
a escola oferece brinquedos, desenhos, brincadeiras, e é o local onde se aprende muito;
No dizer desses alunos, o que lhes desagrada são os conflitos pessoais com seus pares.
As relações de simpatia são estabelecidas com aqueles que têm interesses semelhantes e uma troca de idéias e atitudes; as relações de antipatia são baseadas na agressão física/verbal e comportamentos considerados "fora do padrão", estabelecido pelo professor. Isso quer dizer que, o incômodo causado, é uma mistura de um sentimento pessoal e uma idéia de um adulto.
Já julgam severamente os alunos considerados, pelas professoras, como "bagunceiros". Expressam claramente o que os professores gostam e não gostam: gostam que fiquem quietinhos e não gostam de bagunça, respectivamente.
A fase do julgamento moral ainda é heterônoma na maioria das crianças, confirmadas através de opinião em situações de conflito. Numa mesma situação, elas escolhem castigos severos para outra criança (imaginária) e se a situação fosse com a mesma, a sanção escolhida é bem diferente e suave.
Quanto às regras, observamos que, classes de período integral tem um número muito maior de regras a serem cumpridas pelos alunos, mas todas colocadas pelo professor. De todas, ficam marcadas para os alunos as regras sobre a proibição de agressão física/verbal e comportamento.
Algumas falas infantis, descritas exatamente como foram ditas, estão no corpo da dissertação de Mestrado a que pertencem estes dados.
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